domingo, 28 de novembro de 2010

Botafoguinho goleia Operário por 4 a 0 e conquista título da Taça Cidade

Depois de quatro temporadas batendo na trave e correndo atrás do título da Taça Cidade, o Botafoguinho de Hélio Preto e do bairro Santo Antonio finalmente conquistou título inédito para suas cores. Para fechar a competição com chave de ouro, o alvinegro goleou o Operário por 4 tentos a 0 no Estádio Justiniano de Mello e Silva na noite deste sábado, 27, depois de uma campanha onde realizou oito jogos, obteve seis vitórias, um empate e apenas uma derrota. Assinalou 35 gols e sofreu apenas 11 e teve em Paraíba, o artilheiro da competição, com 18 gols. Maior artilheiro de todas as edições.

O jogo começou com o Botafoguinho querendo jogo e o Operário assustado com a pressão sofrida. Com dez minutos, o Botafoguinho já havia perdido três gols incríveis. Dois com Paraíba que, na cara de Sissi, bateu em cima do goleiro. A terceira chance ficou por conta de Douglas que, livre na cara de Sissi, ficou sem saber o que fazer com a bola e atrasou para o goleiro. O tricolor deu o troco aos 13, com Eduzinho que, num tiro esquinado, assustou Henzo.

Sem o meio campo Pedrinho e o atacante Wesley, principais jogadores de sua equipe e, com seu meio campo completamente perdido e apático, o Operário não conseguia construir jogadas de ataque que levasse perigo ao gol de Henzo. O Botafoguinho, jogando num 3-5-2, onde Xisto fazia o papel de líbero, jogando entre Célio Garcia e Daniel, queria jogo e matar o jogo ainda na primeira etapa. Aos 18, Paraíba recebeu bola pela direita da pequena área adversária e bateu forte para defesa parcial de Sissi. Douglas pegou o rebote e encheu o pé, para Sissi fazer outra grande defesa. Porém a bola sobrou novamente para Paraíba colocar no fundo das redes. Botafoguinho 1 x 0.

O tricolor sentiu o golpe, enquanto o alvinegro sentindo o bom momento foi pra cima na tentativa de ampliar o marcador. Numa bobeira de Neguinho na tentativa de sair jogando, Paraíba bateu-lhe a carteira, entrou na área e, na saída de Sissi, só rolou para Victor, com o gol vazio, ampliar para 2 x 0, aos 26. Dois minutos depois, timidamente, o tricolor chegou ao gol alvinegro. Após cruzamento de Filipe, Rafael subiu mais que a zaga e testou sobre o gol de Henzo.

Aos 31, foi Rafael quem quase entregou o ouro. Na tentativa de virar o jogo da esquerda para a direita, o atacante colocou a bola nos pés de Delei. O meio campista agradeceu a gentileza, avançou com a bola dominada, entrou na área e bateu na saída de Sissi, que fez a defesa com os pés. Tocando a bola com inteligência e jogando no erro adversário, o Botafoguinho fez 3 x 0 aos 42. O atacante Paraíba chutou de fora da área, Sissi fez defesa parcial e Nego pegou o rebote para decretar Botafoguinho 3 x 0 Operário, placar da primeira etapa, em nova bobeada geral do tricolor.

Para a segunda etapa, nada mudou. O alvinegro jogava tudo e o tricolor não jogava nada, apesar da alteração processada por Fortunato Soares em sua equipe. Dudu e Diogo cederam seus lugares a Elti e Leandro, respectivamente. Sem medo de ser feliz, o Botafoguinho foi pra cima e fez 4 x 0 logo aos 4, em novo erro da retaguarda tricolor. Desta vez foi Nego quem fez uma roubada de bola e serviu o artilheiro Paraíba. O artilheiro recebeu em boas condições de finalização, mas preferiu tocar de volta para Nego completar para o fundo das redes. Aos 14, numa falta mais forte sobre Paraíba, o zagueiro Abimael acabou expulso, complicando ainda mais a vida tricolor.

Se no Operário as alterações não surtiram o efeito esperado por seu treinador, no alvinegro, quem entrava, mantinha o mesmo padrão de jogo. Tocando a bola com simplicidade e inteligência, o Botafoguinho era dono absoluto da partida e, só não ampliou por desinteresse de seus jogadores. Na última chance de gol, Mayko fez verdadeiro carnaval pela direita de ataque e tocou para Giovani, livre de marcação e de frente para o crime, chutar a direita de Sissi. Depois desse lance, com a partida já decidida, o alvinegro só administrou o tempo para comemorar o primeiro título de sua história.

Foto: O garoto Douglas, principal destaque da partida

FICHA TÉCNICA:

OPERÁRIO: Sissi, Juninho, Neguinho, Abimael e Filipe; Marcinho, Dudu(Elti), Diogo(Leandro) e Tiaguinho(Diego); Eduzinho(Alonso) e Rafael(Rodriguinho). Treinador: Fortunato Soares
BOTAFOGUINHO: Henzo, Daniel, Célio Garcia e Xisto(Romário); Douglas(Toti), Duda, Delei(Fernandinho), Nego(Mayko) e Fé; Paraíba e Victor(Giovani). Treinador: Chiluca.
ÁRBITRO: Thiago Bozetti, com ótima atuação
ASSISTENTES: Flávio Viganô e Luzinete Gonçalves

E passa a bola!

No jogo da revanche, Real Madri bate o Dom Bosco e fatura título no Máster

A tarde foi de revanche no Justiniano de Mello e Silva. Depois de conquistar, em 2009, o vice-campeonato, numa goleada sofrida, exatamente para o Dom Bosco, por 4 tentos a 1, o Real Madri, em tarde inspirada de Bimbim sapecou um 4 x 2 em seu adversário e abocanhou o título da V edição da Taça Cidade de Colatina Máster 2010, neste sábado, 27.

O jogo começou bastante movimentado, com as duas equipes dando espaços no meio campo e mostrando o bom toque de bola característico de ambas. Defendendo o título de campeão, foi o Dom Bosco quem chegou primeiro ao gol adversário logo aos 8 minutos. Soli bateu escanteio pela direita. A zaga do Real não conseguiu afastar o perigo e a bola sobrou para Claudio Cabeção, no meio da zaga, testar de cabeça à direita de Bilic.

O jogo era muito bom, com ligeiro predomínio do Real, que tinha Bimbim em grande forma, puxando as jogadas em contra ataques perigosos. O jogo parecia que seria decidido nos detaques. Numa bobeada do zagueiro Pádua, Bimbim fez uma roubada de bola na intermediária adversária, entrou na área e bateu na saída de Caxixa para colocar o Real na dianteira. 1 x 0.

Com a vantagem no marcador, o Real se tornou ainda mais insinuante e, com saídas rápidas para o ataque, deixava a defesiva alvianil em polvorosa. Aos 28, Valdecir colocou o atacante Dezoito livre na cara do gol. Sem goleiro, o atacante bateu fraco e Pádua evitou o que seria o segundo gol do Real. No alvianil, a melhor jogada de ataque consistia nos cruzamentos na área para o cabeceio de Claudio Cabeção. Muito pouco para quem pretendia o bicampeonato.

O Real era mais time, enquanto o Dom Bosco, com seu quarteto de meio campo bastante apagado e pouco produzia, aceitava a derrota passivamente. Aos 33’, depois de bate rebate na área alvianil, a bola sobrou para Marquinhos, de cabeça, testar para o fundo das redes e fazer 2 x 0. No último minuto, para complicar ainda mais a vida do alvianil, Naninha acabou expulso. Marquinhos foi lançado pelo meio, ganhou de Naninha na velocidade, mas acabou puxado por trás dentro da área. Pênalti bem marcado e cartão vermelho para o zagueiro. Displicente, Batistinha cobrou a penalidade e chutou para fora, enquanto o placar, sem movimentação, marcava Real Madri 2 x 0 Dom Bosco.

Com uma postura mais ofensiva, o Dom Bosco começou a segunda etapa de forma arrazadora e, logo aos 2, Dreda diminuiu. O meio campista recebeu ótimo passe de Arthur e, próximo à meia lua da grande área adversária, bateu pelo alto, sem chance de defesa para Bilic. 2 x 1. O Real não sentiu o golpe e partiu para o contra ataque. Numa jogada idêntica ao primeiro gol, aos 8, Bimbim fez outra roubada de bola em seu próprio campo, passou de passagem por dois adversários, driblou o goleiro Caxixa e só não entrou com bola e tudo porque teve humildade em gol. Real 3 x 1. E tome ducha de água fria no alvianil.

A partir do terceiro gol o Real passou a valorizar a posse de bola e diminuiu o ritmo para buscar fôlego e novas jogadas para ampliar o placar. Do outro lado, o Dom Bosco fazia mudanças em sua equipe, mas o time continuava apático. Em dois lances e duas belas jogadas, Bimbim deixou de ampliar aos 13 e 16, quando, depois de driblar meio time alvianil e, à frente do gol adversário, chutou para fora. Aos 23, foi o goleiro Caxixa quem evitou o quarto gol do Real. Depois de bela triangulação com Bimbim e Marquinhos, Valdecir recebeu bola dentro da área e bateu colocado para Caxixa se esticar todo e colocar a escanteio.

Com as mudanças processadas por Nelsinho, o Dom Bosco resolveu mostrar o seu bom futebol e chegou aos seu segundo gol. Depois de uma boa jogada pela direita, Tonho Luppi alçou bola na área e Pádua subiu livre para testar para o fundo das redes e diminuiu para 3 x 2, encostando perigosamente no placar, aos 27. Porém, a tarde era do Real e Nego Lê mostrou isso dez minutos depois. Próximo à grande área adversária, o meio campista tabelou com Belly e soltou um rojão no canto direito de Caxixa, para decretar o placar final de Real Madri 4 x 2 Dom Bosco e abocanhar o título de campeão de 2010.

Para chegar à final e conquistar o título, o Real somou 9 pontos na primeira fase, goleou os Leões por 8 x 0 na pré semifinal, empatou com o Acampamento em 1 x 1 na semifinal e obteve a vitória por 5 x 4 nos tiros livres diretos. O Dom Bosco também somou 9 pontos na fase de classificação, venceu o Frisa por 3 x 1 na pré semifinal e derrotou o Bela Vista por 2 x 1 na semifinal.

FICHA TÉCNICA:

REAL MADRI: Bilic, Mineiro(Cezinha), Joca, Corona e Batistinha; Nego Lê, Fuskinha, Bimbim e Valdecir(Marcos), Dezoito e Marquinhos(Belly). Treinador: Rogerinho
DOM BOSCO: Caxixa, Marquinhos(Tonho Luppi), Naninha, Pádua e Euzébio(Vacilão); Garrafa, Dreda(Reina), Soli(Toninho) e Arthur(Cal); Bombinha e Claudio Cabeção. Treinador: Nelsinho
ÁRBITRO: Paulo César Mello
ASSISTENTES: Edvaldo Elias Martins e Edmilson Alves

E passa a bola!

sábado, 27 de novembro de 2010

Colatina Sociedade Esportiva inicia suas atividades no próximo dia 6

O Campeonato Capixaba, competição de maior visibilidade do calendário do futebol do Estado do Espírito Santo terá inicio no dia 21 de janeiro de 2011, com o jogo entre Jaguaré x Rio Branco, no Conilon, enquanto o Colatina Sociedade Esportiva, fará sua estréia somente no dia 24, contra o São Mateus, no Justiniano de Mello e Silva.

A diretoria de nosso representante já se movimenta em busca das contratações que o departamento de futebol tem solicitado e a apresentação do grupo deverá acontecer no dia 6 de dezembro, para as avaliações médicas e inicio das atividades físicas. Estas contratações estão sendo mantidas sob sete chaves, já que existe muita especulação por parte de nossos adversários, nos dois primeiros meses que antecedem o inicio da competição. O que se sabe, no entanto, é que o treinador Pádua, campeão da Segunda Divisão com o Aracruz neste ano, já contratou seis jogadores que virão de outros estados. De acordo com o treinador, são atletas que chegarão para serem titulares. São atletas com bastante experiência, e que passarão tranqulidade aos mais jovens que, com certeza irão compor a equipe.

Vários jogadores de Colatina deverão ser aproveitados e o mais cotado está sendo o atacante Oliveira, ex-CTE Colatina e Serra, que atualmente está jogando em uma equipe da América Central. Contatos estão sendo mantidos, já que técnico e Supervisor deram o seu aval para sua contratação. Oliveira está na cidade, o que facilita o trabalho da diretoria.

Num trabalho conjunto com o presidente Célio Locatelli, o técnico Pádua, o Supervisor José Luiz Zouain e o torcedor colatinense trabalham no sentido de formar uma equipe bastante competitiva, que possa disputar o título e, quem sabe, conquistar o bi campeonato para a Princezinha do Norte. A Associação Atlética Colatina conquistou o título do Capixabão em 1990, portanto, há 20 anos. O torcedor colatinense sonha com mais uma conquista, e o prefeito municipal Leonardo Deptulski, não poupará esforços para presentear o colatinense, num ano em que a Pricezinha do Norte estará completando 90 anos de emancipação política.

Paralelamente à Série A, teremos o Campeonato Sub-20, onde nossos futuros craques estarão buscando o título de 2011, nas partidas preliminares, o que aumentará a motivação do torcedor colatinense, que terá seu filho disputando uma competição oficial. Hugo Horácio Cardoso, ex-Clube Atlético Colatinense e treinador várias vezes campeão em edições da Copa A Gazetinha, pela FUNCAB, estará no comando técnico.

Neste ano, deveremos estar fazendo a cobertura dos profissionais e juniores, com matérias diárias para levar o máximo de informações de nossos representantes aos desportistas colatinenses. Serão matérias escritas após as atividades no campo e nos vestiários, após os jogos. Esperamos levar ao torcedor o máximo de informação possível, para que ele possa acompanhar todo o trabalho que estará sendo realizado pelo clube.

E passa bola!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Tem decisão da Taça Cidade no Justiniano de Mello e Silva, neste sábado

A bola vai rolar neste sábado, 27, a partir das 16 horas, no Estádio Municipal Justiniano de Mello e Silva, pelas finais da Taça Cidade de Colatina. No primeiro jogo, teremos o reencontro de Dom Bosco x Real Madri pela categoria Máster. Na última edição, o alvianil do bairro Honório Fraga goleou o auriverde do bairro aparecida por 4 tentos a 1, com gols assinalados por Dreda, Edmilson Ratinho, Claudio Cabeção e Soli, descontando Cezinha para o Real.

As duas equipes sofreram poucas alterações em suas escalações em relação à edição anterior, e o mais prejudicado foi o Dom Bosco, que não poderá contar com o tri campeão português Edmilson Ratinho. Em campo, teremos quatro campeões estaduais pela Associação Atlética Colatina em 1990: Pádua, Garrafa, Batista e Valdecir. Em caso de empate, o título será decidido na cobrança de tiros livres diretos.

As duas equipes deverão estar assim constituídas:

REAL MADRI: Bilic, Ovo Mole, Zoca, Buba e Mineiro; Bimbim, Fuskinha, Cezinha e Valdecir, Dezoito e Marquinhos. Treinador: Rogerinho
DOM BOSCO: Caxixa, Tonho Luppi, Naninha, Pádua e Euzébio; Marquinhos, Garrafa, Dreda e Arthur; Bombinha e Claudio Cabeção. Treinador: Agrizzi


CATEGORIA PRINCIPAL

No jogo de fundo, e que decidirá a XIV Taça Cidade de Colatina, o Operário, que já sentiu o sabor de um título(2005), enfrentará o Botafoguinho, que corre atrás de um título inédito para suas cores. Para esta partida, o alvinegro poderá ficar sem seus dois principais jogadores. Badim vem de uma contusão na panturrilha direita, enquanto Paraíba acaba de assinar contrato com o Vitória.

O Botafoguinho fez ótima campanha na primeira fase, quando ficou em primeiro lugar na chave A, com 12 pontos ganhos, e melhor ataque da competição, com 22 gols assinalados. Nas quartas de final e semifinal, aplicou duas goleadas: 4 x 1 no Vila Amélia e 5 x 2 no Academia, respectivamente.

- Nossa equipe vem bastante motivada e acreditando que o título deste ano será nosso, nos passou Romário. Neste ano, nós não queremos morrer na praia e vamos pra cima de nosso adversário, com o claro objetivo de levar a taça para o bairro Santo Antonio, finalizou.

Do lado tricolor, motivação é o que não falta. Com uma equipe formada apenas pela rapaziada do próprio bairro, os jogadores prometem muita garra e determinação na busca pelo bi campeonato. Dudu é o mais animado e promete dar até a última gota de sangue pelo Moleque Travesso nesta final. – Queremos o título e precisaremos ser muito determinados para vencermos o Botafoguinho que tem, no papel, a melhor equipe da competição. Quando se trata de decisão, nosso time cresce e dificilmente é batido, finalizou o jogador.

O Operário fez a segunda melhor campanha na fase de classificação, quando conquistou 10 pontos na chave A. Assinalou 14 gols e sofreu 7. Nas quartas de finais e semifinal, empatou em 2 x 2 com o Dom Bosco e Acampamento em 3 x 3. Passou em ambas, na cobrança de tiros livres diretos. Ao final da partida, caso haja empate, o título também será decidido na cobraça de penalidades máximas.

Os treinadores Fortunato Soares e Chiluca deverão mandar a campo as seguintes formações para esta final:

OPERÁRIO: Sissi, Juninho, Abimael, Neguinho e Filipe; Marcinho, Dudu, Diogo e Pedrinho, Wesley e Rafael. Treinador: Fortunato Soares
BOTAFOGUINHO: Henzo, Gedeon, Célio Garcia, Daniel e Fé; Xisto, Duda, Delei e Nego; Badim(Victor) e Paraíba(Mayko). Treinador: Chiluca.

E passa a bola!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Botafoguinho goleia o Academia e encara o Operário na final da Taça Cidade

Fazendo prevalecer seu melhor conjunto, e contando com o atacante Paraíba em noite inspirada fazendo três gols, mesmo sem contar com Badim, peça chave no esquema do treinador Chiluca, o Botafoguinho goleou o Academia por 5 tentos a 2, na noite desta quinta feira, 18, no Estádio Municipal Justiniano de Mello e Silva, no segundo jogo pelas semifinais da Taça Cidade.

Melhor ataque da competição com 22 gols e apenas 8 sofridos e Xisto jogando como terceiro zagueiro, sem medo de ser feliz, o alvinegro do bairro Santo Antonio abriu o marcador logo aos 2 minutos. Victor foi lançado pela direita da grande área e foi puxado pela camisa por Ruan. Pênalti. Dando uma de Loco Abreu, de cavadinha, Paraíba colocou no fundo das redes. 1 x 0. Após a marcação da penalidade, toda a defensiva alvirrubra foi pra cima do árbitro reclamando de uma falta de Paraíba sobre Geismar, não marcada.

O Academia assimilou bem o gol sofrido e quase empatou aos 5, numa cobrança de falta através de Dinho, que carimbou o poste esquerdo de Henzo. O alvinegro deu o troco logo a seguir. Gedeon, aos 10 tabelou com Delei, entrou na área e soltou um rojão. Alexandre fez defesa parcial. Victor pegou o rebote e, na cara do gol, chutou sobre o travessão alvirrubro, perdendo a chance de ampliar.

Querendo matar o jogo ainda na primeira etapa, o Botafoguinho era dono absoluto do meio campo, onde Xisto, Duda, Delei e Nego tocavam a bola com tranqüilidade. O segundo gol veio aos 25. Nego cobrou escanteio pela esquerda e Victor subiu mais que a zaga e testou para o fundo do barbante. 2 x 0.

Desta vez o alvirrubro sentiu, porém, tinha o meio campo Dinho, principal destaque de sua equipe que, num tiro esquinado, em cobrança de falta, fez Henzo trabalhar numa defesa arrojada e, de soco afastar o perigo que rondava sua área, aos 30. No último lance de perigo na primeira etapa, aos 42, Gedeon fez ótima enfiada de bola no meio da zaga adversária para Paraíba bater na saída de Alexandre, que fez outra excelente defesa.

A segunda etapa começou com o Academia mais aceso no jogo, pressionando seu adversário e, o alvinegro ainda empolgado com a vitória parcial, deixando espaços no meio campo para que Dinho e o jovem meio Bismarck dominassem o setor. O resultado veio a galope, e aos 10, Zé Augusto diminuiu numa cobrança de penalidade máxima, que não aconteceu, gerando reclamação por parte dos alvinegros. No lance, Gedeon acabou expulso. 2 x 1. Porém, era noite de Paraíba, que jogou uma ducha de água fria no alvirrubro quando foi lançado por Nego e ampliou para 3 x 1 Botafoguinho, aos 17, em outro gol polêmico, em que Rogerinho reclamou muito de um possível impedimento do atacante.

O jogo ficou ainda mais emocionante a partir dos 20, quando os treinadores fizeram alterações em suas equipes e deram mais gás ao meio campo e ataque. Aos 26’ o atacante William fez o dele e colocou mais lenha na fogueira, diminuindo para 3 x 2 Botafoguinho, encostando perigosamente no placar.

Numa clara demonstração de que tinha mais time, o Botafoguinho começou a correr um pouco mais atrás de um placar que lhe desse maior tranqüilidade. Aos 33 Paraíba ampliou e, aos 44 Mayko, aproveitando a saída do goleiro Alexandre que tentou cabeceio numa cobrança de escanteio na área alvinegra, driblou o zagueiro, fechou o caixão e o placar em Academia 2 x 5 Botafoguinho. Com este resultado, o Botafoguinho vai encarar o Moleque Travesso na final da competição, às 18 horas do dia 27 de novembro.

FICHA TÉCNICA:

ACADEMIA: Alexandre, Geismar, Dudu, Jailson e Ruan(Leonardo); Rogerinho, Wesley(Roger), Bismarck(Wesley Souza) e Dinho; William e Zé Augusto. Treinador: Robert de Souza
BOTAFOGUINHO: Henzo, Gedeon, Célio Garcia, Daniel e Fé(Denis); Xisto, Duda, Delei(Fernandinho) e Nego(Mayko); Victor(Douglas) e Paraíba(Giovani). Treinador: Chiluca.
ÁRBITRO: Wellington Bandeira, deixou muito a desejar e não agradou a nenhuma das duas equipes
ASSISTENTES: Flávio Viganô e Elton Friggi

E passa a bola!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Operário bate o Acampamento e vai às finais da Taça Cidade

Operário 3(3) x 3(1) Acampamento

Moleque Travesso fica à frente do marcador por três vezes, mas garante vaga nas finais só na cobrança de tiros livres diretos

Num jogo dramático nos seus 90 minutos, três bolas na trave e uma penalidade máxima convertida, ingredientes de uma semifinal em que, por três vezes esteve à frente do marcador, o Operário bateu o Acampamento na cobrança de tiros livres diretos, depois de um empate em 3 tentos no tempo regulamentar, no primeiro jogo da semifinal da Taça Cidade, na noite desta terça feira, 16, no Justiniano de Mello e Silva. Ao Acampamento faltou tranqüilidade e frieza na hora do vamos ver. Ao Moleque Travesso, sobrou serenidade e competência no momento da decisão. Com isso, caiu a equipe de melhor campanha da fase de classificação, e com o segundo melhor ataque da competição, que somou 13 pontos em quatro vitórias e um empate.

Com uma formação diferente, em relação à equipe que derrotou o Dom Bosco nas quartas de finais, o Moleque Travesso veio a campo a fim de conquistar seu espaço, vencer seu adversário e chegar às finais da competição. Do outro lado, o Acampamento, com o melhor elenco do campeonato, entrou em campo confiante na experiência de seus jogadores. Não foi o suficiente.

A bola começou a rolar e as duas equipes, jogando abertas e a fim de jogo, foram logo mostrando seus cartões de visita. Aos 7’ o Acampamento teve a primeira chance de gol nos pés de Malafaia que bateu na saída de Sissi, que fez a defesa com os pés. Dois minutos depois, foi Jr Rosa quem desperdiçou boa chance num cruzamento de Ari, testando sobre o travessão. O troco do Moleque Travesso veio aos 14, através de Wesley que, livre na cara de Welton, chutou em cima do goleiro.

O jogo era lá e cá e, apesar do campo bastante pesado em função das chuvas que caíram antes da partida, as duas equipes optaram por um jogo mais veloz e toques rápidos a partir de suas intermediárias. Aos 22, através de Bidu e, aos 24, com Mário Henrique, o Acampamento teve duas excelentes oportunidades de abrir o marcador, mas ambos desperdiçaram. Parley, aos 25 carimbou o travessão tricolor e Diogo, um minuto depois, cobrou uma falta rente ao poste esquerdo de Welton.

Sem medo do bicho papão, o Operário abriu o marcador aos 33. Wesley bateu escanteio pela esquerda, Abimael subiu mais que a zaga adversária e testou para o chão para tirar o zero do placar e fazer 1 x 0. Aos 35, Ari bateu uma falta pela esquerda de ataque e Sissi defendeu no susto e, aos 40, depois de uma falta cobrada por Victor Hugo, Sissi deu rebote e Mário Henrique testou sobre o travessão. E o primeiro tempo ficou com a vitória parcial tricolor.

A segunda etapa começou com mudanças no Acampamento. Atrás no marcador e querendo dar mais agressividade à sua equipe, o treinador Dejanir do Valle sacou os laterais Bidu e Elton e mandou Rafael Cetto e Parlen para o jogo. O resultado veio logo aos 4. Parlen, que ababara de entrar, bateu de três dedos de fora da área e colocou exatamente onde a coruja dorme e deixou tudo igual: 1 x 1.

O Moleque Travesso sentiu o golpe, mas não desistiu de atacar. As duas equipes começaram a sentir o desgaste físico e diminuíram o ritmo para buscar fôlego e chegar à vitória. Aos 15, Edu deu uma de fominha e, com Wesley livre na cara de Welton, preferiu o chute a gol e perdeu boa chance. Três minutos depois, com a colaboração de Edu, que puxou a marcação para si, Wesley entrou na área e bateu cruzado, sem chance de defesa para Welton e colocou o Moleque Travesso na frente novamente. 2 x 1. O Acampamento não deu chance para que o tricolor comemorasse o seu segundo gol e empatou no minuto seguinte. Mateus soltou um rojão de fora da área, Sissi deu rebote e Mário Henrique só escorou para o fundo das redes. 2 x 2.

Apesar do campo pesado, as duas equipes aumentaram o ritmo, e as chances foram aparecendo de ambos os lados. Aos 24, Ari cedeu lugar a Mateus. Wesley, aos 28, foi lançado pela direita da grande área, sassaricou à frente de Lê que meteu a mão na bola dentro da área. Pênalti. Encarregado da cobrança, mesmo batendo muito mal, mas contando com a ajuda de Welton, Neguinho colocou o Moleque Travesso na frente novamente. 3 x 2.

Aos 39, Victor Hugo cedeu seu lugar a Yago e o jogo ficou ainda mais dramático. No Operário, aos 40, Pedrinho e Wesley saíram para as entradas de Leandro e Tiaguinho. Perdendo o jogo e a classificação para as finais, o Acampamento foi para o abafa e encurralou o Moleque Travesso dentro de seu próprio campo. Aos 39, Mateus fez ótimo cruzamento na área e Jr Rosa sempre ele, testou para o fundo do barbante e fechou o placar em 3 x 3. Na cobrança de tiros livres diretos, Malafaia, Parlen e Yago perderam e Mário Henrique converteu pelo Acampamento, enquanto Neguinho, Abimael e Diogo, converteram para o Operário.

O Moleque Travesso voltará a campo no dia 27 de novembro, quando disputará a grande final da XIV Taça Cidade de Colatina, com o vencedor de Academia x Botafoguinho, que se enfrentam nesta quinta feira, 18, a partir das 21 horas, no Justiniano de Mello e Silva. A Taça Cidade é uma promoção da Prefeitura Municipal de Colatina e coordenada pela Superintendência Municipal de Esporte e Lazer.

FICHA TÉCNICA:

OPERÁRIO: Sissi, Juninho, Neguinho, Abimael e Filipe; Marcinho, Dudu, Diogo e Pedrinho(Leandro); Wesley(Tiaguinho) e Rafael(Edu). Treinador: Fortunato Soares
ACAMPAMENTO: Welton, Bidu, Rafael Cetto, Wilson, Malafaia e Elson(Parlen); Nego Lê, Parley, Victor Hugo(Yago) e Ari(Mateus); Mário Henrique e Jr. Rosa. Treinador: Dejanir do Valle
ÁRBITRO: Thiago Bozetti
ASSISTENTES: Luzinete Gonçalves e Vanderlei Dalto

Foto: O zagueiro Abimael(esq), autor do primeiro gol tricolor, ao lado do meio campo Dudu, do Operário.

E passa a bola!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Peladeiros do bairro Bela Vista

Depois de defenderem várias equipes do futebol amador de nossa cidade, e do interior de nosso municipio, quando jovens, aqueles que praticam e gostam do futebol, após os trinta anos, não querem deixar os gramados. Para estes atletas, as peladas do fim de semana continuam uma excelente terapia. O bate papo após o suor dos noventa minutos de bola rolando, regado a uma loira estupidamente gelada, é um ótimo complemento.

O bairro Bela Vista, assim como todos os outros bairros da parte alta de Colatina sempre nos brindaram com atletas acima da média. Várias gerações de grandes jogadores passaram por nossos gramados e nos proporcionaram bons momentos de futebol no Justiniano de Mello e Silva. Nas décadas de 50 e 60 tivemos Pelé, Domingos, Doca, Bugre, Bené, Turila e muitos outros que defenderam equipes como Colatinense, Vila Nova, Juventude, América, UACEC e São Silvano. Nos anos de 1970, tivemos o arisco Lulinha que driblava e entortava todos seus adversários.

Apesar da falta de espaço para a prática do esporte bretão, todas as comunidades tinham suas equipes. Quando havia jogo, os moradores acompanhavam as mesmas e vibravam com seus craques. O tempo foi passando, os espaços diminuindo e tivemos uma escassez de bons jogadores. Nos anos de 1980 pouco se falou em nossos craques. Na época se dizia, que craque se importava. Na década de 1990, o nosso craque quase desapareceu de uma vez. Teté, que esteve no Rio Branco, em Portugal e no Catar, foi nosso melhor jogador.

Nos anos 2000, novos valores foram aparecendo. Augusto foi outra jovem promessa e grande revelação. Começou no CTE Colatina e, depois de se destacar no Campeonato Capixaba, acabou negociado com um clube português, jogando também em solo francês. Atualmente, os craques do bairro Bela Vista são o zagueiro Daniel, os atacantes Júlio e Thiago Rosa(fazendo teste no Fluminense-RJ), o meio campista Bismarck e o ala Stanley.

Bem, deixemos de lado o passado, a garotada que é promessa e vamos falar dos veinho. Com um grupo formado por cerca de 50 atletas, a palavra de ordem dos peladeiros do Bela Vista é fazer a gorduchinha rolar e, depois da suada no campo, tomar uma cervejinha estupidamente gelada para relaxar e jogar conversa fora, todos os sábados, após as 16 horas.

Esta pelada começou em março de 2005, quando o campo ainda era o velho carecão. A organização ficou por conta de Arildo, que teimava não parar com o bom vicio de jogar futebol. Joel Cardoso Moura, o popular Ratinho se juntou ao veterano Arildo, ficando com a parte mais complicada da organização, que é ser o tesoureiro. Atualmente, a pelada conta com uma nova diretoria e tem seu próprio patrocinador, que é o Representante Comercial Rogério Thedoldi. As regras estabelecidas foram bem simples: 1- estar em dia com a mensalidade; 2- todo integrante deve chegar ao campo de jogo até as 16 horas; 3- iniciam a pelada, os primeiros 22 jogadores que chegarem ao gramado, 4- as substituições são feitas de acordo com a ordem de chegada.

Com a interdição do campo para reformas em 2007, Barbados, foi o novo palco da galera belavistana. O retorno aconteceu em 2008, quando o Carecão recebeu o nome de Praça de Esportes Alfredo da Silva e um novo gramado, ficando mais fácil de se fazer a gorduchinha rolar, disse Jailson. Agora, está do jeito que a gente gosta, falou Abel, pequenino atacante, que deu trabalho a muito marmanjo, quando ainda estava em atividade, disputando a Taça Unevila.

Como toda boa pelada, a do Bela Vista não poderia deixar de ter aqueles jogadores com apelidos exóticos. E tem apelido para todo o gosto. Lá tem o Marreco, o Baé, Quiabo, Tolete, Ratinho, Coreano, Rambo, Nenem Perereca, Zé Mulher, João Canhão e muitos outros. Nomes como os de Adão, Romário, Nivaldo Preto, Abel, Robinho, Jailson, Osmar, Wilson, Robinho, Escurinho, Tico, Val, Luiz Carlos, Edu, Alcir e Teté, também estão gravados na mente do belavistano, que acompanha os veteranos na sua peladinha semanal.

Foto: Fundadores e diretores da pelada

E passa a bola!